Cólica menstrual: Tratamento com acupuntura

Cólica menstrual: Tratamento com acupuntura

Dismenorreia, também conhecida como cólica menstrual, é uma dor pélvica que ocorre antes ou durante o período menstrual.

As taxas de prevalência de Dismenorreia referidas na literatura são muito desiguais, embora de difícil estimativa por falta de definição precisa, é uma das  queixas mais frequentes em consultórios de ginecologia, podendo variar de 45% a 95% (GIRALDO, ELEUTÉRIO e LINHARES, 2008).

A dismenorreia pode ser primária ou secundária, dependendo da existência ou não de alterações estruturais do aparelho reprodutivo.
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DISMINORREIA PRIMÁRIA:

acredita-se que seja causada pelo aumento da produção de prostaglandinas pelo útero, que provocam contrações uterinas dolorosas, sem lesões nos órgãos pélvicos. Geralmente, ocorre nos ciclos menstruais normais e logo após as primeiras menstruações na adolescência, podendo cessar ou reduzir significativamente quando a mulher atinge a faixa dos 20 e poucos anos, em alguns casos isso só ocorre após a gravidez.

DISMINORREIA SECUNDÁRIA:

Geralmente inicia dois anos depois na menarca (primeira menstruação), está relacionada a alterações do sistema reprodutivo, que podem ser endometriose, miomas uterinos, infecção, anormalidades na anatomia do útero ou da vagina de origem congênita.

Trabalho realizado em Fortaleza em 2013 para verificar a prevalência de dismenorreia em universitárias e a frequência de absenteísmo escolar, prática de exercícios físicos e utilização de medicamentos para tratamento dessa síndrome, mostrou o seguinte:

  • De 130 mulheres, com idade entre 17 e 33 anos, 124 (95,4%) queixaram-se de dismenorreia.
  • Quanto à sua intensidade, a maioria sentia dor menstrual moderada ou grave (51,6% e 36,3%, respectivamente).
  • 60 mulheres (48,4%) participantes referiram absenteísmo escolar devido à dor menstrual; dessas, nenhuma tinha dor leve.
  • Dentre as voluntárias que apresentavam dismenorreia moderada e grave, apenas 24 (20,2%) praticavam exercício físicos.
  • 79% necessitava utilizar fármacos para tratar essa síndrome

Neste trabalho não foi avaliado os demais sintomas normalmente presente na dismenorreia:

  • Cefaleia (dor de cabeça)
  • Náusea
  • Diarreia
  • Vômito
  • Dor na região lombar e do sacro, com irradiação para as coxas
  • Cansaço
  • Tontura
  • Desmaio (essa ocorrência e bem rara)

Referência: Rev Bras Promoc Saúde, Fortaleza, 26(3): 374-379, jul./set., 2013.

MEDICINA ORIENTAL

Como podemos ver, a maioria das mulheres irá sofrer deste grau de debilitação durante sua época reprodutora.

Na medicina oriental, a maioria dos casos de dismenorreia (cólica menstrual) está relacionada a variações na deficiência ou estagnação da energia Qi e do Sangue, ou seja, excesso/plenitude ou deficiência/vazio de Qi e Sangue.

Quando a energia (Qi) é mais estagnada do que o sangue, sintomas de tensão pré-menstrual e dores nos seios, abdome e costas podem surgir, juntamente com um fluxo menstrual fraco com alguns coágulos.

Quando o sangue é mais estagnador do que a energia (Qi), sintomas incluem forte dor abdominal que é aliviada depois que o ciclo menstrual se inicia.  O sangue é mais escuro que o normal com coágulos escuros.

A estagnação é causada pelo movimento incorreto do Qi do fígado e consequentemente do Sangue, o movimento correto do Qi e do Sangue do Fígado é essencial para um período menstrual livre de DOR.

Se o quadro é de deficiência de energia (Qi) e Sangue, uma leve dor ocorre após o fim do ciclo menstrual.  A dor, aliviada por meio da pressão, pode ser acompanhada de fadiga, tontura e pulsação fraca.

Uma revisão citando quatro estudos, sendo dois duplo-cegos, mostrou a Acupuntura como sendo bastante efetiva para a Dismenorreia (WHITE, 2003).

A acupuntura no tratamento da dismenorreia visa diminuir as dores da paciente, melhorar seu estado emocional entre outros sintomas, mas o seu principal objetivo é manter o equilíbrio do organismo para que assim o mesmo possa estar em harmonia, trabalhando o paciente como um todo, melhorando sua qualidade de vida e bem estar.

Além da acupuntura, é recomendada uma dieta com menos gordura animal, laticínios e ovos, insistindo na ingestão de vegetais, sementes cruas e nozes. O exercício físico moderado e regular é indispensável.

REFERÊNCIAS:

  1. GIRALDO, P.C.; ELEUTÉRIO, J.J.; LINHARES, I.M. Revista Brasileira Médica; v. 65, n. 6, p. 164 – 168, Junho, 2008.
  2. YAMAMURA, Y.;Acupuntura Tradicional: A Arte de Inserir, ed. Roca, SP, 2ª edição, 2009.
  3. WHITE, A. A review of controlled trials of acupuncture for women’s reproductive health care.Journal of Family Planning and Reproductive Health; v.29, n.4, p.233-236, Oct, 2003.

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Texto escrito por Rosemeire A Franchin, Terapeuta Koryo.
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