O que são as queixas sensoriais bucais?

A Odontologia provavelmente se encontra no seu melhor momento, agregando conhecimento que devolvem a boca ao corpo na busca da Harmonização da Saúde incluindo estética e bem estar.

Com foco em grandes avanços tecnológicos a odontologia salta da cavidade bucal e o dentista retoma seu papel como promotor de saúde, aplicando técnicas extra bucais para tratamentos estéticos e funcionais, como por exemplo, a Laserterapia, o uso de toxina botulínica e Modulação Hormonal. Associa-se com profissionais biomédicos, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, acupunturistas, esteticistas , terapeutas holísticos…

Neste contexto, vamos discutir queixas sensoriais bucais como halitose (mau hálito), xerostomia (boca seca) e disgeusia (boca amarga).

As QSBs (queixas sensoriais bucais), em geral, acometem indivíduos de gêneros diferentes, várias faixas etárias, sociais , culturais, dando a conotação de que não existem grupos específicos e sim quadros ou condutas propícias ao desenvolvimento dessas condições. Pelo fato das causas, em geral, estarem associadas a desequilíbrios seja por questões locais (intra-bucais) ou sistêmicas (extra bucais), torna-se necessária uma organização do conhecimento abrangente que todos os profissionais da saúde devem ter, como o olhar para o paciente e não somente para a queixa.  Ampliando e buscando auxílio esclarecedor para os colegas promotores de saúde que podem ser envolvidos em cada caso individual.

 

AVALIAÇÃO

É sabido que para se estabelecer um diagnóstico das queixas sensoriais é necessária uma entrevista detalhada em que o profissional da saúde  auxilia o paciente a relembrar todos os fatos que se relacionam com a queixa e com o comportamento do paciente em relação a sua saúde. A essa entrevista dá-se o nome de anamnese. Além disso, alguns exames específicos na cavidade bucal e orofaringe se fazem necessários no intuito de se buscar sinais que estabeleçam uma conexão com a queixa. Avalia-se, então, toda a cavidade bucal e orofaríngea, incluindo condições salivares. O histórico do paciente com relação ao funcionamento dos sistemas orgânicos e hábitos e costumes, dá suporte aos sinais e orienta a conduta do profissional responsável e forma de tratamento.

 

TRATAMENTOS INTEGRATIVOS E COMPLEMENTARES

Por se tratar de condições multifatoriais existem questões multidisciplinares a serem consideradas em muitos dos casos. Pois para que se tenha previsibilidade de manutenção dos resultados obtidos há de se acompanhar as novas condutas sugeridas.

Considerando-se o perfil do paciente e sua disposição a práticas complementares. Que darão suporte ao resultado do tratamento. Podemos sugerir práticas integrativas, cujo conceito se encaixa perfeitamente nesse contexto. Pois vai de encontro ao bem estar físico, mental e espiritual.

As práticas integrativas são procedimentos baseados no conceito da Medicina Integrativa que reafirma a importância da relação entre o paciente e o profissional de saúde. Ela é focada na pessoa em seu todo, é informada por evidências e faz uso de todas as abordagens terapêuticas adequadas. Profissionais de saúde e disciplinas para obter o melhor da saúde e cura (Consortium of Academic Health Centers for Integrative Medicine, EUA ).

 

EQUILÍBRIO CORPÓREO

Através das práticas integrativas o corpo encontra mais rapidamente o seu equilíbrio e homeostase.

Homeostase é definida como a habilidade de manter o meio interno em um equilíbrio quase constante, independentemente das alterações que ocorram no ambiente externo. O meio interno, por sua vez, é definido como os fluidos que circulam pelas nossas células. O chamado líquido intersticial. Em organismo equilibrado circulam menos toxinas, denominadas radicais livres. Que podem reduzir a imunidade comprometendo a engrenagem que rege nossa saúde com várias repercussões pelo organismo.

 

Dessa forma, repercussões bucais como presença de bruxismo, alterações salivares, sensações como ardência, secura e gosto ruim. Podem ter o tratamento suportado por terapias que buscam esse equilíbrio como laserterapia sistêmica ou até mesmo práticas como yoga, meditação, relaxamento e massagens.

Essas práticas podem substituir ou dar suporte aos procedimentos convencionais como medicações e produtos.

Tudo passa ser a critério de quem prescreve (conhecimento) e de quem vai receber (motivação).

Nossa responsabilidade, enquanto promotores de saúde, é buscarmos no perfil de cada paciente a melhor resposta para suas queixas.

 

Texto escrito por MARIGNÊS THEOTONIO DUTRA. Mestre em Clínica Odontológica Integrada

Especialista MBA Gestão na Saúde. Laserterapia Clínica e Oncológica. Coordenadora do Curso de Halitose T&D

https://www.facebook.com/tdodontologiaintegrada/

www.theotoniodutra.com.br 

 

 

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