O que é a Constelação Familiar?

A Constelação Familiar, hoje é reconhecida mundialmente, tem sua base na filosofia Hellingeriana. Mas o que é a Constelação Familiar?

“Quem se alegra com os pais, se alegra com a vida.” (Bert Hellinger)

Recebemos a vida dos nossos pais, quando temos consciência deste presente e vivemos gratos por esta vida, tomamos o amor e a força dos nossos ancestrais e entramos no fluxo da abundância.

Anton “Suitbert” Hellinger, conhecido como Bert Hellinger, nasceu em Leimen, no dia 18 de dezembro de 1925 e ainda vive ainda na Alemanha. Com 17 anos de idade tornou-se soldado, vivenciou as realidades de um campo de prisioneiros de guerra dos aliados, na Bélgica.

Aos 20 anos se tornou padre, estudou filosofia e teologia, foi enviado como missionário na África do Sul. Conviveu com a cultura dos Zulus por 16 anos e em um determinado momento, final dos anos 60 deixou a ordem religiosa católica e passou a se dedicar aos estudos terapêuticos, Gestalt-terapia, terapia primal, análise transacional e a psicoterapia. Através da dinâmica em grupo e de diversos métodos hipnoterapêuticos. Chegou ao formato da Constelação Familiar. Bert Hellinger é casado atualmente com Sophie Hellinger, que também atua com Constelações, a Cosmic Power.

 

Sobre o nome da Constelação Familiar

Recebeu o nome de Constelação Familiar ao ser traduzida do inglês para o português. Mas que na sua versão do Alemão era Familienaufstellung, “Colocação familiar” (representação familiar), com a intenção de posicionar os elementos numa configuração de relações.

E quando foi traduzida para o inglês “stellen”, foi como “constellate”. O termo constelação não tem nada a ver com as estrelas, nem com a astrologia e muito menos com esoterismo.

 

Sobre a Constelação Familiar e as leis

A Constelação familiar organiza um sistema familiar. Bert descobriu três leis naturais que atuam nos relacionamentos humanos, quer acreditemos ou não. São leis verificáveis como a lei da gravidade. Essas leis também são chamadas de ordens do amor. Quando estas leis estão em desequilíbrios, foram violadas numa família, surgem as compensações, que atuam nestes membros.

Podemos ver assim, depressões, doenças, dificuldades nos relacionamentos e nas finanças. E ao adentrarmos no campo desta família. Podemos perceber onde o amor da pessoa constelada está preso. Ao ser identificado o emaranhamento, o facilitador conduz para que as leis possam ser respeitadas e o amor pode voltar a fluir. Existem as constelações onde poucas frases de soluções são ditas. Outras não são necessárias dizer nada e a constelação acontece.

 

As três leis são:

  • Hierarquia – é estabelecida pela ordem de chegada (pais, irmãos)
  • Equilíbrio entre o dar e o receber – dar e tomar/receber
  • Pertencimento – estabelecido pelo vínculo (todos tem direito a pertencer a uma família)

 

De que forma a Constelação acontece:

A Constelação familiar pode acontecer em grupo ou numa sessão individual.

Em um grupo, as pessoas que participam são chamadas de Representantes. O cliente que leva a questão para ser trabalhada é denominado como a pessoa que será Constelada. Quem dirige a Constelação, é chamado de Constelador ou Facilitador.

Ao representar, são recomendados alguns comportamentos para que facilite a constelação, como: não julgar, não ter intenção ao se movimentar, seguir o fluxo ou seja não ficar racionalizando se é ou não para fazer o que está fazendo ou pensando em fazer, participar sem preconceitos.

Geralmente numa constelação, “vai quem ter que ir”, é uma espécie de sincronicidade, que por ressonância a pessoa é escolhida a participar de um papel que muitas vezes tem ligação com a sua questão, nem sempre o fato, mas a questão emocional. E o fato de ter esta “ligação” dizemos que a pessoa “pegou carona”, ou seja por intermédio daquele sistema onde a pessoa “ajudou” ela também foi “ajudada”.

 

Em um atendimento individual, que pode ser presencial ou on line, existe o terapeuta, o cliente e os representantes que serão representados por bonecos, ou qualquer outro elemento que faça essa função.

Ambas as formas são positivas, a diferença é que na individual o cliente não expõe a sua questão, mas também não tem informações visuais das pessoas que representam.

Quanto menos a pessoa racionalizar numa constelação mais ela tem possibilidade de se abrir para receber os benefícios da mesma. Quando um pai ou uma mãe faz a Constelação, seus filhos recebem os frutos desta sessão, pois aquilo que antes chegava como um bloqueio, agora chega mais leve, sem ruídos, sem que eles optem por compensar o sistema.

 

De que forma ela pode auxiliar:

  • Em relacionamentos problemáticos
  • Se deseja ter um relacionamento
  • Quando está diante de uma grande decisão
  • Para superar conflitos internos e externos
  • Ao buscar êxito profissional e/ou financeiro
  • Em conflitos e golpes de destinos em relacionamentos amorosos ou com a família
  • Na separação dos pais e querem encontrar o lugar certo para os filhos
  • Pessoas que se sentem estranhos em grupos ou na família
  • Pessoas que tem dificuldade de serem felizes e bem-sucedidos
  • Acontecimentos trágicos na família e que deixaram peso sobre os membros
  • No caso de bulling, perda de motivação de empregados, doenças frequentes
  • Ao fazer uma mudança estrutural dentro da empresa e há acontecimentos perturbadores da equipe antes ou depois desta mudança.

 

Quanto a aplicação da técnica:

A Constelação familiar não precisa ser feita semanalmente e nem mensalmente, aliás nem é recomendado, mesmo porque ela tem um alcance de até uns 2 anos.

Existem casos onde a própria constelação já resolve a questão, outras vezes, é através dela que se inicia um grande processo de transformação, tem casos onde foi possível adiantar quase um ano de terapia convencional.

 

Tem a ver com religião?

Não tem a ver com esoterismo, como mencionado acima, também não tem a ver com religião. Hoje a filosofia Hellingueriana serviu de base para o direito sistêmico, cujo pioneiro desta abordagem foi o juiz Sami Storch.

 

Existe algum preparo para fazer a Constelação Familiar?

A pessoa precisa estar disponível para fazer a Constelação Familiar, se a pessoa se posiciona como vítima diante da própria questão, ela ainda não está pronta. Não é interessante que o constelado apresente justificativas ou queijas para o problema.

Quanto mais clara a necessidade é formulada, melhor, mas nem sempre o problema ou a intenção são claramente formulados, mas se o que pesa no íntimo, na alma da pessoa se manifesta através de uma emoção, sintoma ou da revelação de um destino trágico, a constelação tem força para acontecer. Não é preciso saber muitos detalhes sobre a vida da pessoa para que seja feita a sessão, é possível com poucas informações iniciar e o que estava oculto começa se revelar. E esteja preparado para a possibilidade de não entender o que aconteceu, mesmo assim, ela tem efeito. Não é o entendimento intelectual, a única forma que garantirá que ela tenha efeito.

 

 

Texto escrito pela terapeuta e consteladora Patriccia de Lucca

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