Efeito placebo é do bem

Desmitificar e ser a favor do efeito placebo!

O efeito placebo é a habilidade do cérebro para ajudar no processo de saúde e cura.

O efeito placebo é muito observado nas pesquisas científicas onde um grupo recebe o medicamento indicado ao tratamento e o outro. O grupo controle, um placebo, como uma pílula de açúcar, por exemplo.

Também existem estudos que mostram uma melhora significativa do quadro em grupo de pessoas que simplesmente foram bem atendidas e orientadas. Gerando empatia e confiança entre paciente e profissional da saúde mas não receberam o medicamento. Outras pesquisas demonstram que pessoas otimistas apresentaram melhores respostas ao tratamento placebo.

O placebo revela o quanto somos sugestionáveis e não há mal nenhum se isso for para trazer uma melhora no quadro.

O contrário também pode acontecer. O efeito nocebo, onde a pessoa acredita que terá efeitos colaterais e reações indesejáveis e isso ocorre de fato.

Um novo ramo da medicina, a psiconeuroimunologia, explica como os pensamentos e emoções agem no nosso sistema endócrino e imunológico e consequentemente na nossa saúde.

O cérebro produz substâncias químicas que reduzem a dor e promovem sensação de bem estar. Pensamentos negativos fazem nosso corpo produzir e liberar hormônios do estresse, como cortisol. Já pensamentos e recordações agradáveis contribuem para liberação de outras substâncias como ocitocina e serotonina. Essas contribuem para um estado de relaxamento e amorosidade, favoráveis para o processo de regulação e recuperação do organismo.

Faça o teste com você mesmo. Feche os olhos e por 1 minuto relembre com todos os detalhes possíveis de uma briga ou algo ruim. Depois respire, feche os olhos novamente e concentre-se por 1 minuto em um momento agradável. Uma pessoa que você ama, um sorriso, um beijo, uma frase. Quais emoções você experimentou? Quais sensações surgiram no seu corpo?

Sob o ponto de vista ético a Resolução nº 1.885 de 2008 do Conselho Federal de Medicina diz “É vedado ao médico participar de pesquisa envolvendo seres humanos utilizando placebo, quando houver tratamento disponível eficaz já conhecido”. Portanto, é antiético oferecer um remédio placebo no lugar de um remédio verdadeiro.

Mas pensando em outras possibilidades terapêuticas além dos medicamentos, como práticas corporais, espirituais, meditações, visitas a lugares e pessoas especiais não seria bom contribuir com a sua saúde pelo simples fato de acreditar em algo ou alguém?

Devemos usar o efeito placebo de forma apropriada como mais uma possível ferramenta do tratamento e não simplesmente desacreditar ou invalidar uma crença. Com o devido cuidado para não atribuir super poderes a terapeutas e técnicas milagrosas, respeitando e valorizando a crença e o otimismo das pessoas.

Seja otimista e cultive bons pensamentos! Sua saúde agradece!

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Texto escrito por Giselle Mello, fisioterapeuta, instrutora de yoga

 

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