Meditação no Conselho Regional de Medicina

Meditação no Conselho Regional de Medicina

Já parou para observar que a raiz das palavras MEDICINA e MEDITAÇÃO são iguais? MED vem do latim MEDERI e significa “tratar, curar, dar atenção médica a”, originalmente “saber o melhor caminho para”. Interessante, não? Não é atoa que a meditação vem sendo cada vez mais estudada e utilizada como recurso terapêutico.

A nova edição da revista “Ser Médico” do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo traz uma entrevista com o Dr. Roberto Cardoso, autor do livro “Medicina e Meditação – Um médico ensina a meditar”.

Obstetra e praticante de meditação há mais de 30 anos o médico desmistifica a prática da meditação, explica como ela pode ser usada como terapia complementar e comenta sobre seus benefícios para a saúde.

Confira um trecho:

“A meditação é um procedimento autoinduzido (você faz com você mesmo) e com técnica específica (existe uma espécie de “receita de bolo” para cada técnica). Mas os dois itens operacionais mais importantes são aqueles que chamamos de “âncora” e de “relaxamento da lógica”. Âncora é um artifício de autofocalização. É para onde a atenção do meditador se volta. Existem âncoras mais objetivas (a respiração, um som etc) ou mais subjetivas (o “nada”, o agora etc). O relaxamento da lógica consiste em não se envolver nas próprias sequências de pensamento. Como isso é possível? Ora, mantendo a atenção na âncora, guardando apenas um pouquinho de energia para uma sutil atenção ao eventual envolvimento em sequências de pensamento. Sempre que o meditador se perceber envolvido nelas, ele deve “abandoná-las” e voltar sua atenção apenas para a âncora.  E assim por diante, vez após vez que acontecer a mesma coisa. No início, esse exercício, repetido, ativa ainda mais o lobo pré-frontal do cérebro, envolvido com atividades lógicas, mas acaba por determinar outros efeitos que “tiram” o meditador do terreno lógico por algum tempo. Isso acontece cada vez mais, à medida que o treinamento se intensifica. Meditação não é algo religioso. Imagine um grupo de monges que tenha o hábito de caminhar em torno do mosteiro, em meio à natureza, e considere isso uma atividade religiosa. Depois, imagine que alguns estudos descubram que esse caminhar em meio à natureza traga diversos benefícios, independentemente de religião. Por que não adotar esse hábito? Só porque algumas pessoas vão confundi-lo com religião? Pois é, o mesmo acontece com a meditação. É possível meditar fora do contexto religioso, e obter os diversos benefícios dessa prática.”

Leia a matéria completa em https://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Revista&id=770

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