Medicina Integrativa Durante a Quimioterapia

Medicina Integrativa Durante a Quimioterapia

O bem mais precioso que a Medicina Integrativa proporciona é o poder do autocuidado, através de todas as variadas práticas, sempre olhando para além da dimensão do sintoma, onde está o nosso centro, morada da nossa essência, a autora de todo o processo de cura, seja do corpo, seja da alma.

Está quase fazendo um ano que tive a minha primeira de oito quimioterapias. Foi um tratamento adjuvante, a cirurgia foi o principal.

Descobri que esse tratamento é uma decisão que envolve toda a família, e eu que nem aspirina tomava, só homeopatia, segui enfrentando essa terapia a mais agressiva de toda a minha vida.

Como combater todos os efeitos colaterais? Como minimizar os estragos extras que essas medicações nos impõe? O que fazer antes, durante e depois das aplicações?

Como manter a força para chegar ao fundo do poço a cada 3 semanas, sem sucumbir?

Não, não é só com cortisona que se previnem os efeitos!! Pois nos coquetéis pré-quimio era essa a promessa.

Como na primeira fase desde o diagnóstico, a base desse meu trajeto foi a meditação, sobretudo em me manter no estado de presença constante, e desse estado emergia os movimentos que eram os certos pra mim naqueles momentos.

Quando a gente passa por essa situação, muitos amigos, conhecidos e família querem ajudar, toma isso, faz aquilo, reza assim, come aquele outro. Tudo é bom, mas este é um momento muito pessoal e só a gente sabe o que faz bem pra gente, é um momento raro na vida onde só sobra essa sabedoria, então tomei-a e apliquei tudo o que dela me foi inspirado.

Então a primeira coisa que fiz foi fazer um pacto com a medicação: que ela passasse pelo meu corpo. Destruísse as possiveis células cancerígenas e minimamente as demais células boas do meu corpo. Nada de se acumular no meu sangue.  Permito que você entra no meu corpo. Faz o seu trabalho e sai! Também foi muito importante que visualizei tudo o que  não combinava mais comigo. Velhas crenças, padrões de comportamento, ilusões impregnadas em minhas memórias celulares seriam destruídas com a varredura da quimio e as células que viriam a nascer já estavam imantadas numa nova frequência de energia. De acordo com a vida nova que se abria.

E assim foram as 4 primeiras, daquela apelidada de quimio vermelha. Ela esmaga o corpo por dentro. Dá uma fadiga excomunal, dá a fadiga da fadiga, mas com toda a paciência do mundo. A minha própria e a emprestada dos seres amados, fui descobrindo uma força intensa no meu Ser.

Ficar careca é o de menos, o que menos dói. Descobri que a autoimagem está muito ligada ao corte de cabelo. Então pude ver quem eu era de fato, e descobrir que a autoimagem e eu eramos distintas.

Depois vieram as outras 4 quimios apelidadas de branca, com a fama de ser mais tranquilo. Para mim foram as piores. Nada de fadiga, mas uma dor no corpo generalizada, paladar metálico, unhas caindo, mucosite, dor na boca e pra engolir, neuropenia.

O lado bom é que já estava na contagem regressiva! Eu aprendi que quando dá a vontade de sucumbir, sempre havia mais um bocadinho de força lá no fundo da alma e esse sopro me fortalecia sempre.

Junto e ao mesmo tempo dessa jornada heróica, praticava meditação sempre na noite anterior às quimios, Reiki, Reiki e Reiki, autoaplicação, aplicação das amigas ao vivo e à distância, Acupuntura no pós-quimio, Yoga sempre que possível, Homeopatia plus nos dias da quimio e durante uma semana pós, massagem relaxante aliviava muito a dor no corpo, Laserterapia na boca era mágico!

Colinho do marido, espaço para chorar e rir, reclamar e suspirar.

Mantras e imagens que ancoravam uma nova programação de Vida: “ Vai Passar”“Que a força esteja em mim”, com a imagem do Yoda, Imagem do Shiva, deus da destruição e renovação, frases que brotavam,  uma engraçada que deu muito certo: “Eu rio na cara do perigo”, do Rei Leão.

Bem, isso só para ilustrar a minha  boa experiência nessa aventura chamada Vida.

Meu voto é que cada um de nós possa acessar e realizar o ser que é, autocuidar-se, autoconhecer-se, autogerir-se, de preferência sem ter que fazer isso na urgência de uma doença grave.

 

 sheila yoda

 

Texto escrito por Sheila Zambrini, psicóloga e consteladora familiar.

Sheila nos traz a importância de como encarar, aceitar e agir diante das diversidades da vida – e isso faz toda a diferença!

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