Medicina Integrativa ao invés de Alternativa

Existe uma certa confusão no uso dos termos “Integrativa” e “Alternativa”. Mas olhando para a história podemos entender os momentos da medicina e nos posicionarmos para utilizarmos a linguagem mais adequada aos dias atuais.

Na antiguidade a medicina já apresentava características integrativas. As medicinas tradicionais como a chinesa, a indiana e a indígena são exemplos do cuidado integral com o ser humano. Porém, esses modelos de medicina perderam valor dando lugar a abordagem biomédica na saúde.

Com o avanço da ciência passamos a viver mais mas também aumentaram as doenças crônicas e degenerativas. Além do surgimento de novas enfermidades. Para suprir esses novos problemas que a medicina convencional não conseguia atender iniciou-se uma busca por terapias complementares. Dando origem a Medicina Alternativa na década de 60. A alta procura por essas terapias alternativas começou a atrair a atenção de pesquisadores americanos nos anos 70. Muitas vezes a Medicina Alternativa era usada no lugar da medicina convencional.

A proposta da Medicina Integrativa não é excluir o tratamento convencional. Mas sim aliar conhecimentos e terapêuticas que tenham bases científicas e que se ajustem ao perfil e ao momento da pessoa para somar e potencializar os resultados do tratamento.

Em 1991 foi fundado o primeiro centro de medicina integrativa nos Estados Unidos. A partir de então, começaram a surgir projetos em medicina integrativa em hospitais e universidades. No ano de 1999 foi criado o Consortium of Academic Health Center for Integrativa Medicine que reune e fortalece instituições que atuam com esse princípio.

No Brasil em 2006 foi criado o Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares para levantar e fomentar essas terapias oferecidas no sistema público.

Hoje existem cursos de pós graduação em importantes instituições como o Hospital Israelita Albert Einstein (Bases da Medicina Integrativa) e a Universidade Federal de São Paulo – Unifesp (Cuidados Integrativos) além de muitos estudos, publicações e congressos científicos que embasam as práticas integrativas.

É um longo e infinito caminho a se trilhar – uma vez que somos seres e planeta em constantes mudanças e adaptações – que muitas vezes parece nos levar de volta ao início, ao simples mas agora com mais propriedade, conhecimento e segurança.

 

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Texto escrito por Giselle Mello, fisioterapeuta pós graduada em Yoga e Bases da Medicina Integrativa

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