A influência das emoções na alimentação

A influência das emoções na alimentação

Nos dias de hoje, não comemos apenas para satisfazer nossas necessidades fisiológicas, mas também para satisfazer o apetite das nossas emoções. O alimento está poderosamente conectado com as nossas emoções. Essa relação já começa desde que somos bebê.

Nos primórdios o homem tinha que buscar na natureza a sua comida. Vivia basicamente da caça, pesca, da coleta de frutas e vegetais. Ele não sabia, nem tinha noção do que era necessário. Apenas utilizava seus instintos naturais, sentia fome e buscava algo para comer. A comida tinha apenas a função da alimentação, oferecendo ao organismo nutrientes necessários a sua sobrevivência. Mas nós evoluímos e a comida passou a ter três funções: a alimentação, o prazer e o social.

Quando os bebês choram, nem sempre estão com fome, as vezes querem alguém perto, algum carinho e afeto. A partir do momento em que um dos pais oferece o alimento para confortar ou sossegar o bebê ou a criança, esse deixa de ter apenas o seu efeito nutritivo e ganha, também, um sentido emotivo. Aprendemos desde cedo a usar os alimentos para acalmar, celebrar, confortar em momentos de tristeza ou estresse emocional. O alimento passa a representar um prazer imediato. O problema chega quando o hábito de comer, de forma emotiva, deixa de ser um consumo saudável e resulta em um hábito compensatório ou compulsivo. Uma tentativa de fuga e ao mesmo tempo de acolhimento, afeto e carinho para sobreviver ao que perturba o pensamento.

Neste caso, é necessário entender que a comida não é solução para os problemas emocionais e que, comer compulsivamente pode favorecer o aparecimento de outros problemas, prejudicando a saúde. É importante identificar o que está causando esse desequilíbrio emocional e orgânico e esforçar-se para resolvê-los, encontrando assim o equilíbrio do corpo e a mente.

A influência da alimentação nas emoções

Emoções são experiências que envolvem reações orgânicas, bioquímicas e comportamentais. As substâncias produzidas pelo nosso organismo que atuam em nosso comportamento e emoções, como: a sensação de motivação, tranquilidade, prazer, humor, medo, sono, irritação, ansiedade, saciedade, estresse, apatia, etc., são chamados de neurotransmissores, eles participam no processo de informação do organismo e são responsáveis pelo equilíbrio das nossas emoções.

E onde entra o papel da alimentação nessa história?

A composição dos alimentos é capaz de alterar a produção e equilíbrio desses neurotransmissores. A sensação de bem estar está diretamente ligada à disponibilidade dessas substâncias, que são produzidas a partir de aminoácidos, carboidratos, vitaminas e minerais. Por isso, a escolha dos alimentos que ingerimos é fundamental para o nosso estado emocional, que pode ser positivo, quando fornecemos esses nutrientes na quantidade adequada, ou negativo, quando a ingestão é deficiente.

Alguns alimentos, como: aveia, grão de bico, banana, brócolis, folhas verdes-escuras, nozes, amêndoas, pimenta, ovos, peixes, maracujá, abacate, contém nutrientes que participam na produção e liberação desses neurotransmissores. Sendo assim, a escolha dos alimentos que comemos pode interferir no nosso estado emocional.

Então, é importante escolher alimentos com qualidade nutricional, na sua forma natural ou minimamente processados, preferencialmente orgânicos.

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Texto escrito por Tania de Oliveira. Nutricionista – CRN 25621

O contato e currículo completo da profissional você encontra aqui http://circulosaudavel.com.br/convencionais/

2 Comentários

  1. O texto está esclarecedor, objetivo é me respondeu as dúvidas sobre a relação alimentação e emoção.
    Obrigada

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