Terapias Integrativas na Prática

Cresci com os cuidados de uma mãe muito desconfiada da medicina. Tive algumas doenças infantis como coqueluche e febre reumática. Lembro de visitar o pediatra e também os centros espíritas, benzedeiras e até terreiros de umbanda.

Conversava com pais e mães de santo, que com seus cantos, danças e os passes, apesar de um certo susto, exerciam um fascínio  sobre mim.

A febre reumática, após anos e muitas injeções foi curada com chás.

Sempre dei maior valor às práticas alternativas, complementares. Da medicina, sou adepta da homeopatia há décadas,

Em 2013, ao tratar uma dor intensa no ombro fiz a primeira descoberta do real significado da palavra holística quando após tratamentos com  acupuntura, reiki e outros (ditos  holísticos).

Fui tratada por um fisioterapeuta esportivo e seus métodos convencionais. Pela primeira vez integrei o convencional como parte do holístico.

Isso me preparou para o que me aguardava em 2014 ao ser diagnosticada com câncer de mama. Da confortável homeopatia fui  lançada a consultórios de mastologia, cirurgia plástica e a variados exames invasivos.

O primeiro exame assustador neste processo foi a biópsia. Deitei-me na maca e perguntei à enfermeira se eu podia relaxar.Ela disse que sim e então, como prática incorporada comecei a fazer a respiração completa, abdominal. Que me serenou e nenhum desconforto eu senti.

Ao pegar o resultado que foi um choque, sempre tive a respiração como aliada, e com sorte já tinha uma sessão de reiki agendada para depois.

O próximo exame foi a ressonância magnética, muita expectativa e um certo desnorteamento. Mas sempre na hora H tinha uma sabedoria interna me guiando.

Pelo nervoso, minha pressão arterial foi caindo e me vi automaticamente praticando a respiração alternada que aprendi na Yoga e de pronto me recuperei. Durante os 40 minutos do exame eu respirava ritmada e completamente, mantrando palavras significativas para mim. Quase nem ouvi os barulhos da máquina e saí consolando a enfermeira empática comigo.

Continuando as sessões de reiki de 2 a 3 vezes por semana, as auto-aplicações e as aplicações à distância que eu recebia, as práticas de Yoga e ainda a Dança Circular, fiz todos os demais exames nessa mesma atitude meditativa e consciente, integrando e sintetizando os meus conhecimentos aos cuidados convencionais e complementares.

Assim, quando chegou o dia da cirurgia, fui equipada com minha playlist e fones de ouvido e meditei caprichadamente por 01 hora enquanto aguardava a ida para o centro cirúrgico. Após a meditação meu corpo foi se ajeitando sobre a cama e fiz alguns ásanas da Yoga que me deixavam confortável. Desci para o centro cirúrgico tranquila e centrada, em plena entrega para a equipe médica. Após 7 horas acordei, me lembrei que estava no hospital e com muita fome. Segundo me disseram eu não tinha a aparência de quem havia acabado de sair de uma cirurgia desse porte.

Percebi que todas as minhas práticas estavam interiorizadas e ao utilizá-las consegui passar por esse processo árduo e dolorido com o mínimo sofrimento e o máximo de consciência, confiando em mim e naquele algo misterioso que nos move na Vida, transformando uma doença como o câncer em um processo de cura do corpo e da alma.

Sheila

Texto escrito por Sheila Zambrini, psicóloga, reikiana, consteladora familiar. Traz luz e serenidade ao nosso Círculo.  

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