Como as práticas complementares ajudam na boa alimentação

Pensando em nutrição existem muitas reflexões que podemos fazer antes mesmo de pensar em quais alimentos vamos ingerir.

Muitas vezes investimos tempo e dinheiro na escolha de um alimento mas não sabemos se o nosso corpo será capaz de tirar o melhor proveito dele.

Como as práticas integrativas e complementares interferem e podem ajudar a ter uma alimentação mais consciente e saudável? Vamos comentar sobre algumas dessas práticas nesse post.

Como você realiza o ato de comer? Você senta para comer ou come andando, em pé, dirigindo, assistindo o telejornal que só passa notícias ruins, durante uma estressante reunião de trabalho? O corpo cheio de cortisol liberado pelo estresse será capaz de ter uma boa digestão?

Em qual momento você se alimenta: de horas em horas, somente quando tem fome, quando sente um vazio?  Você tem fome de quê? As vezes é comum tentar preencher um vazio interno com alimento.

A psicoterapia e a meditação podem contribuir para essas reflexões pois somente quando tornamos o ato inconsciente – o padrão automático – em um ato consciente é que temos a chance de mudar.

O yoga nos faz prestar atenção em nós mesmos e nas sensações do momento presente. Isso também é válido em nutrição. Como você digeriu aquele alimento? Qual a sensação que o alimento te proporcionou durante e após a ingestão?

Técnicas da medicina chinesa ajudam a reequilibrar o processo digestivo e a aliviar alguns desconfortos como ânsias, náuseas e cólicas.

A terapia floral pode contribuir para diminuir a ansiedade ou a depressão – que muitas vezes provocam distúrbios alimentares.

Na massoterapia, aromaterapia e na medicina indiana a pele é tida como um importante órgão. Através do uso de óleos vegetais e essenciais podemos nutrir a pele e alimentar nosso corpo com as propriedades desses óleos. Assim, a pele poderia ser considerada também um órgão do sistema digestivo.

Hoje existem tratamentos que são realizados através de adesivos transdérmicos, como a reposição hormonal por exemplo.

Relevante também é ter conhecimento sobre os remédios e outros tratamentos que a pessoa possa estar fazendo pois podem ocorrer interações dos óleos com os medicamentos. Existem combinações que podem ser favoráveis e outras prejudiciais.

A Shantala, massagem nos bebês, ajuda a reduzir as cólicas intestinais. Em adultos a massagem no abdome também auxilia no funcionamento do intestino.

 A ingestão de água, massagem e a prática de atividade física também colaboram para uma boa atividade intestinal.

Algumas posturas e técnicas de purificação do yoga auxiliam no funcionamento dos órgãos em geral.

Até mesmo algumas questões culturais precisam ser repensadas. Como, por exemplo, o fato de evacuar em outro ambiente que não seja a sua casa. Muitas pessoas acham falta de educação usar outro banheiro que não o seu para esse fim. Muitos dizem que não podem parar o que estão fazendo para ir ao banheiro. Assim, inibem o reflexo que o corpo produz quando precisa evacuar. De tanto inibir o reflexo, chega um momento em que o corpo pára de produzir esse sinal e o intestino começa a ficar preso.

Sabe de onde vem o termo “enfezado”? Enfezado significa cheio de fezes. Esse termo surgiu no tempo da escravidão quando não havia esgoto e os escravos tinham que carregar latrinas cheias de fezes, eles acabavam se sujando e ficavam irritados com essa situação.

Realmente não tem como ser leve, feliz e saltitante se dentro de você está tudo congestionado, duro, pesado.

Fica aqui sugestões para você refletir na sua próxima refeição!

alimentaçaõ

Texto escrito por Giselle Mello, fisioterapeuta e instrutora de yoga.

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