Adoçantes são bons ou ruins para a saúde?

Adoçantes são bons ou ruins para a saúde?

É bem provável que você já tenha lido várias notícias sobre o uso de adoçantes e suas repercussões para a saúde, certo? Mas, afinal, adoçantes são bons ou ruins para a saúde?

Na opinião da Dra. Fabiana Alves, médica gastroenterologista integrante do Círculo Saudável, o uso do adoçante deve ter algumas condições, mas na maioria das vezes devemos não colocá-los nos alimentos.

 

A Dra. Fabiana Alves fez uma avaliação dos adoçantes mais mais comuns no mercado brasileiro e aqui estão suas impressões:

Aspartame: é o que tem o gosto mais parecido com o açúcar, foi descoberto por acaso quando uma fórmula de remédio para úlcera pingou na mão do cientista e este ao lamber sentiu um gosto adocicado. Pronto, estava inventado o adoçante dos refrigerantes .

Acesulfame-K: derivado de ácido acético (vinagre), tem o problema de deixar um gosto amargo novo final por isso ele sempre vem misturado com outro. Saiba que você pode o estar consumindo na pasta de dente ou no enxaguatório bucal.

 Ciclamato de sódio: é derivado do petróleo e também foi descoberto por acaso no desenvolvimento de um remédio para febre, antigamente só era usado em remédios para encobrir o doce amargo desses. Chegou a ser proibido no Brasil mas foi liberado após não conseguirem provar que ele era possível causador de tumores.

Sacarina: também um derivado do petróleo (tolueno), deixa gosto amargo e metálico na boca. Ficou popular após as guerras mundiais onde houve racionamento de alimentos como o açúcar.

Frutose: vem de vegetais como a cana ou milho, muito utilizado em produtos industrializados causando um desequilíbrio entre o hormônio da fome e o da saciedade sendo a explicação para o ganho de peso de quem o consome.

Sucralose: é derivado do açúcar normal mas foi modificado em laboratório para que nosso organismo não reconheça a molécula,  assim ela não é absorvida e passe direto para os intestinos e rins.

Esteviosideo (Stévia): é uma planta de regiões tropicais, consumida pelos índios com propriedades medicinais. É o mais caro quando puro, assim sendo costuma aparecer em destaque na embalagem. Mas cuidado, na maioria dos adoçantes ele está misturado com os outros artificiais para redução do preço do produto. Não compre gato por lebre.

Outros exemplos de adoçantes naturais: xylitol, sorbitol , maltitol.

Como todos podem ver essas são substâncias utilizadas primeiramente para outra finalidade que não o adoçar, ou derivadas de petróleo ou modificadas em laboratório. Portanto devemos fazer uma reflexão: vale a pena arriscar a saúde utilizando essas substâncias químicas?

Quem precisa utilizar adoçantes devido doença ( como o diabetes) ou dietas de restrição calórica deve procurar de preferência os naturais.

 

Conclusões finais:

  • Se precisar usar adoçante use sempre na menor quantidade possível .
  • Experimente tomar suco de frutas sem adoçantes ou açúcar.
  • Use canela ou outra especiaria no café, isso evita que você o adoce em demasia .
  • Devemos sempre treinar o paladar para o gosto natural do alimento.
  • As substâncias químicas podem causar alergias em várias pessoas suscetíveis e desencadear sintomas intestinais como excesso de gases ou diarréia .
  • Cuidado: maltodextrina é também um açúcar, porém alguns produtos escritos ” sem adição de açúcar” a possuem no rótulo. Fique esperto!
  • Dê preferência ao açúcar mascavo ou demerara orgânico.
  • Se você quiser ter um adoçante para usar fora de casa compre a Stévia e carregue com você.
  • Cuide do seu corpo e evite a ingestão desnecessária de produtos químicos.

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Vamos tomar um café (de preferência amargo) para refletirmos sobre essas informações?

Um abraço da Dra. Fabiana Alves.

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