Aconselhamento Biográfico – Parte II

No texto anterior, foram abordadas as características das fases da vida, no momento, quero ampliar as características apresentadas e propor reflexões acerca da sua vida.

Você pode acessar o primeiro texto aqui http://circulosaudavel.com.br/conheca-o-aconselhamento-biografico-antroposofia/

Dos (0–7), fase denominada primeiro setênio, a criança encontra-se aberta e absorve as impressões sensoriais, daí a importância do ninho saudável, acolhedor, caloroso para o desenvolvimento do corpo físico. Ela precisa sentir-se bem-vinda pelas pessoas que aqui estão. O aprendizado acontece pela imitação.

Qual é a imagem que você tem do seu “ninho” no primeiro setênio?

No conjunto, a infância foi luminosa ou sombria?

No segundo setênio (7-14), a criança volta-se para si, pode sentir um isolamento. Nesta fase é necessário dar atenção especial aos hábitos e normas, é aqui que o temperamento se expressa. Pela fantasia explora seu mundo e as qualidades da própria mente no pensar, no sentir e no agir. Fantasia essencial para a criatividade tão necessária na vida social e profissional. Vale ressaltar que a educação tão intelectualizada, dificulta, abafa o desenvolvimento da fantasia, impede a espontaneidade, versatilidade indispensável nas relações inter e intrapessoais, portanto, torna-se importante proporcionar um mundo com alegria e beleza e contemplação. Nesta fase o aprendizado acontece na relação com autoridades.

Você gostava da escola? A aprendizagem era fácil ou difícil?

Qual ou quais autoridades você admirava?

Você manteve contato com a natureza?

Chegada a puberdade e adolescência, adentra-se ao terceiro setênio (14-21), desperta-se para a realidade que pode não ser tão agradável. Rompe-se com a fantasia infantil e surge sentimento de não ser compreendido. Ao buscar a própria identidade, pode encontra-las nas ideologias. A família fica em segundo plano, mas eles voltarão!! Agora, os amigos são os mais importantes,  confrontam os adultos. Na busca por si, surgem as questões: Quem sou eu? O que eu quero? Do que sou capaz?

Que ideais despertaram em você naquela época? Quem eram seus ídolos?

Houve vocações ou talentos que você foi impedido de realizar?

Sentiu alguma mudança exterior ou interior por volta dos 18 anos?

Dos 21 aos 28 anos, adentra-se ao quarto setênio, pode sentir-se inseguro, aceita os papeis e normas sociais, mas pode ser esmagado ou apegado demais. Há entusiasmo pela vida, centrado em seus pontos de vista. Luta pela independência e liberdade pessoal. Aos 27,28 anos vive a crise dos talentos.

Qual foi a sensação que você vivenciou por volta dos 21 anos?

Que papeis você desempenhou? Sentia-se sufocado em um dos papeis representados?

Quais mudanças sentiu em si mesmo por volta dos 27,28 anos?

No quinto setênio (28-35), a juventude faz parte do passado, o desafio é avançar, expandir!! Há predomínio do intelectual sobre a vitalidade. A questão central é: De que forma o mundo é organizado, e como eu me organizo neste mundo? Reflete sobre as questões pessoais e profissionais. Busca afirmar-se na existência. A força física encontra seu auge. Aqui estou eu e ali um mundo inteiro a ser conquistado ou temido.

Como eram ou são suas relações com a família: parceiro, filhos?

Como você organizou sua vida profissional?

Você se encontrou na profissão certa?

Chegada ao período que antecede o início dos 40 anos, a pessoa encontra-se no sexto-setênio (35-42), pode sentir-se como numa bifurcação, a estrada pode leva-lo ladeira abaixo, no que se refere às funções biológicas do corpo e da mente, ou a um caminho novo, quando criatividade e novas possibilidade são despertadas. É possível adentrar uma estrada nova e grandiosa da vida; fase madura da existência humana. Se nas fases anteriores assumiu cargas pesadas de responsabilidades, no âmbito pessoal e profissional, o mergulho num abismo de exaustão pode ser sentido com maior ênfase. O fundo do poço é alcançado no final desse período, como se a vida chegasse ao fim. Sensação de sufoco, acúmulo de problemas. É preciso encontrar um novo sentido para a vida! Essencial buscar ajuda e emergir para com vitalidade, novo entusiasmo, comprometer-se com o cultivo da saúde física e espiritual.

Da experiência da “morte interior” pode acontecer o renascimento, nas palavras do escritor Andrei Biéli, que por quatro anos esteve próximo a Rudolf Steiner:

Aconteceu durante os momentos mais difíceis de minha vida (aos 41 anos), quando eu parecia ter perdido a mim mesmo, meu caminho, todos os meus amigos à direita e à esquerda, […] quando eu até mesmo me rebelei contra o Doutor [Rudolf Steiner] e não tinha ninguém a meu lado.

 Você vivenciou um vazio interior?

Aceitou-se com as próprias limitações? Aceitou as limitações do outro?

Sentiu alterações (internas e externas) por volta dos 37 anos?

No próximo post, adentraremos aos anos quarenta e cinquenta: Quais valores existenciais deverão ser encontrados? Como lidamos com o início do declínio da força vital?

A reação, tanto do homem quanto da mulher, pode variar enormemente e novamente nos defrontaremos com uma encruzilhada, novas escolhas que determinarão nosso futuro, e que ele seja bem-vindo!!

 

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Texto escrito por Delcimar de Oliveira Cunha – Aconselhadora Biográfica e Psicopedagoga

O contato da profissional você encontra aqui http://circulosaudavel.com.br/complementares-2/

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